O ovo ou a galinha?
10 de fevereiro de 2010 | por Chris Monteiro | Publicado em Opinion, Planejamento, Viral
Uma discussão muito interessante, quase filosófica, sobre o planejamento e os efeitos da comunicação é a seguinte: até que ponto é possível planejar a viralização de mensagens e quanto dela acontece naturalmente?
Temos dezenas de livros que ensinam técnicas para encontrar as pessoas certas, montar ideias que se destaquem, atraiam e mantenham a atenção das pessoas, guias para encontrar mais gente que procure pela sua mensagem, discussões sobre pequenas iniciativas que trazem mudanças enormes, e por aí vai. Juntando tudo isso, certamente a marca sai na frente da massa que insiste em fazer telemarketing às oito da manhã para pedir doações de caridade, ou que continua planejando a comunicação acreditando que o consumidor vai, mesmo, prestar tanta atenção ao comercial de TV que vai conseguir entender um MUB enigmático.
Mas a discussão vai além disso tudo. Uma mensagem pode ser viralizada mesmo que seja enviada por mídias convencionais. Por outro lado, mesmo que o formato seja absolutamente inusitado, isso não garante o sucesso.
Planejadores podem propor ações virais. Pessoas podem iniciar a viralização por conta própria. Mas, em qualquer dos casos, para funcionar, a mensagem precisa ser absolutamente relevante e – atenção, clientes! – o produto precisa sustentar a promessa.
O vídeo a seguir fala sobre isso. Ele não é exatamente novo – tem mais de 3 anos – mas continua muito válido. E, de tempos em tempos, ao ver tentativas de viralização meio forçadas (que, mesmo quando não envolvem o Twitter, têm rendido um rápido #FAIL nos TTs), acho que vale voltar ao assunto.
Texto por Chris Monteiro










