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5 dicas importantes de Social Media Marketing para o Facebook

31 de agosto de 2010  |  por Chris Monteiro |  Publicado em Mídias sociais, Planejamento

O texto a seguir foi escrito pelo André Telles, CEO da agência especializada em marketing interativo Mentes Digitais, e publicado no IDGNow.

O Facebook agora tem streaming e geolocalização. Em uma semana de atualizações importantes o Facebook, provou o porquê de ser a maior rede social do planeta.

O streaming é uma parceria com a Livestream; o FacebookLive incorpora o dispositivo Live Feed, que permite ver o que os demais usuários postam em tempo real.

Já o Facebook Place, similar ao Foursquare, permite que os usuários façam check-ins. São mais opções para os usuários da rede social, que ainda tem um mercado bastante grande para conquistar no Brasil.

As novidades são interessantes, mas ainda acredito muito no foco e no posicionamento estratégico que cada mídia social deva ter. Na minha opinião, o Foursquare continuará com seu domínio em geolocalização, e o UStream e o JustinTV continuarão como as grandes mídias focadas em streaming.

Gostaria de aproveitar este post para dar 5 dicas importantes de Social Media Marketing no Facebook:

#1 – Publicidade no Facebook
Similar ao Adwords, as empresas podem anunciar no Facebook. Com um alto poder de alcance e possibilidades de segmentação, o sistema funciona por leilão e os anúncios são exibidos no lado direito do site.  Clique aqui para saber mais.

Andre-Telles3

Conheça o case de anúncios no Facebook da empresa StorQuest:

#2 – Integre seu site com o Facebook via plug-ins sociais:
Fazer com que o usuário tenha a possibilidade de “curtir” no seu site é uma ferramenta de integração importante. O Facebook vai além e possibilita o Facebook Box. Saiba mais no seguinte link.

Andre-Telles

#3 Conheça o site Its trending – Trends Topics do Facebook

Andre-Telles3

Esse site publica as notícias e links mais populares do Facebook de maneira integrada à rede social. Dentre seu conteúdo, o mais compartilhado, o mais acessado, o mais falado do momento dentre vídeos, games e noticias.

#4 – Integre o Twitter ao Facebook

Para integrar o Twitter, ingresse em sua conta do Facebook, clique na barra de buscas (search) e digite a seguir a palavra Twitter.
. Clique na barra APPLICATIONS, selecione a opção TWITTER. Na tela seguinte, clique no botão GO TO APPLICATION.
. A tela seguinte pede que você entre no Twitter, para que o plugin possa ser configurado.
. Clique no botão ALLOW e a seguir faça o login em sua conta Twitter.
. Você já pode acessar o Twitter via Facebook, e todas as atualizações suas e de seus contatos serão mostradas. Você também pode fazer com que seu status do Facebook seja mostrado no Twitter, clicando o botão ALLOW TWITTER UPDATE YOUR FACEBOOK STATUS.

#5 – Crie uma página para seu negócio

Criando uma página em torno de um determinado tema e postando conteúdo relevante para o seu público-alvo, sua empresa vai criar um grupo de usuários para curtir sua página.

Isso servirá como um local central para reunir pessoas e participar de conversas em torno de sua marca. Você pode postar fotos, tópicos de discussão, vídeos e links, bem como facilitar o envio de notícias e atualizações para os membros do sua página.

Clique aqui para saber mais.

Você sabe como as marcas se relacionam com as pessoas?

19 de agosto de 2010  |  por admin |  Publicado em Branding, Opinion, Planejamento  |  1 Comentário

por Jorge Gloss

Essa é uma dúvida que passa (ou deveria passar) pela cabeça de todo e qualquer publicitário. Dentre todas as respostas que você encontra, quais delas realmente fazem sentido para você?

Uma resposta clara pode vir da antropologia – através do conceito nomeado de totemismo. Sua explicação simplificada é a seguinte: antigamente, quando as pessoas viviam em tribos, elas se diferenciavam uma das outras “roubando” características dos animais. Por exemplo: a tribo representada pelo urso é a mais forte, a representada pela águia é a mais inteligente, a da onça a mais ágil e assim por diante.

Hoje em dia, como não faz mais sentido se representar através de animais, esse papel passou a ser exercido pelas marcas. Um produto (algo não-humano, assim como os animais), passa por uma espécie de “batismo” (espaço explorado pela publicidade), onde recebe algumas características. Essas características, por sua vez, são repassadas para as pessoas que consomem estes produtos.

Dessa forma, quando as pessoas consomem, elas não querem somente comer, vestir ou usar. Elas querem se sentir representadas naquilo. Nesse sistema, o papel da publicidade (além do “batismo” já mencionado), é fazer com que as pessoas conheçam e se identifiquem com as características do que é oferecido.

Se uma marca já chegou a esse ponto, está num bom caminho. Mas vale lembrar que ela pode chegar ainda mais longe. Para isso é necessária uma mudança de ótica – falando menos e fazendo mais. As grandes marcas de hoje não são aquelas que dizem que são algo, mas aquelas que mostram esse algo na prática e deixam os próprios consumidores tirarem suas conclusões do que ela representa.

Isso não quer dizer também que as marcas devem parar de veicular comerciais de 30” e começar a fazer somente marketing online e de guerrilha. Quer dizer que todas as mídias têm que ser escolhidas e utilizadas de maneira diferenciada e relevante, para que a publicidade seja recebida dessa maneira também através de seus consumidores.

Comunicação integrada no 3º + Mercado GPA

18 de agosto de 2010  |  por admin |  Publicado em + Mercado

Ontem tivemos a terceira edição do + Mercado GPA, nossa rodada bimestral de discussão sobre temas do Planejamento e do Atendimento. Rodrigo Rodrigues, da OpusMultipla, falou sobre os desafios de traduzir a comunicação integrada numa realidade em que muitos anunciantes, por desconhecer as possibilidades e a abrangência desse conceito, acabam dificultando o trabalho da agência.

Sobre esse assunto, Marcos Simões, do Instituto Endeavor, escreveu no início deste ano um texto que explica que, com uma mudança de postura e de ponto de vista para entender seu produto, um anunciante pode fazer toda a diferença e ajudar/permitir à agência fazer um trabalho mais completo.

Pare de pensar ‘produtos’ e comece a pensar ‘problemas’

Muitos candidatos ao processo seletivo da Endeavor, quando conversam com a gente, começam rapidamente a falar de seus produtos e suas características, mas após minutos de discurso apaixonado se surpreendem com uma simples pergunta: qual o problema sua empresa está resolvendo? Tão simples quanto essa pergunta possa parecer, respondê-la não é nada trivial. Um exemplo clássico: o Boticário, por exemplo, vende perfumes, certo? Errado! O Boticário vende presentes! A verdade é que muitas vezes não sabemos o que dar a uma pessoa e depois de rodar horas pelo shopping acabamos muitas vezes indo parar lá, afinal jovem, idoso, mulher, homem, baixo e gordinho ou magro e alto, todos usam perfumes! Se você acha que isso é besteira e não muda nada no negócio pense na gama enorme de produtos de beleza dos mais diversos tipos, e mais importante, dos mais diversos preços que você encontra lá (afinal você não vai gastar no presente de 50 anos da sua mãe o mesmo que no do seu colega de trabalho)! E quanto aos kits pré-prontos e embalagens de presentes super coloridas e fáceis de montar, que você vê na loja? Se o Boticário resolvesse vender perfumes ao invés de presentes (ainda que o objeto físico comprado no final seja o mesmo) seguramente veríamos uma loja e uma gama de produtos bem diferente (e provavelmente um resultado bem diferente também).

O fato é que, como coloca um de nossos voluntários, o renomado consultor de vendas, Alberto Couto, as empresas tem que entender que elas não vendem nada, são os clientes que compram (para mais detalhes veja este vídeo). Assim não importa se você produz um carro, faz sorvete ou presta um determinado serviço, o que importa é o porquê que o seu cliente compra!

Outro exemplo também clássico é o microondas. Pense bem, aqui se está vendendo qualquer coisa menos um equipamento para preparar comida. Uma comida preparada no microondas é pior do que em um fogão (na melhor das hipóteses, igual, se seu paladar não for muito apurado), você gasta mais energia e o preço do aparelho é praticamente o mesmo, se não for mais caro. Então porque cargas d’água alguém compra um aparelho desse? Praticidade! Com as pessoas trabalhando cada vez mais e com cada vez menos tempo para se dedicar aos afazeres domésticos a necessidade por mais praticidade no dia a dia se tornou prioridade número 1. Não é à toa que o celular se tornou um dos produtos mais populares do mundo e muitas vezes usamos ele em casa, mesmo com um telefone ao lado que nos daria mais qualidade na chamada, a um preço muito menor! Pense bem, se as pessoas vissem no microondas um aparelho para preparar comida, iríamos ver com o tempo os modelos de microondas se tornando mais sofisticados e com uma qualidade melhor de preparo dos alimentos, quando na verdade o que a gente vê são microondas cada vez mais simples, menores e que preparam a comida mais rápido.

Então se você quer realmente aumentar suas vendas e fidelizar seus clientes, pare de vender produtos para eles e comece a dar razões para eles comprarem. Entenda qual é o problema que você está ajudando seu cliente a resolver, e não menos importante, garanta que a sua solução é muito melhor que todas as outras no mercado.

Fonte: Marcos Simões, Busca e Seleção do Instituto Endeavor

O sucesso da comunicação descentralizada

10 de agosto de 2010  |  por Chris Monteiro |  Publicado em Planejamento

Assisti a este vídeo do Walter Longo, mentor do Grupo Newcomm e autor do livro “O Marketing e A Era do Nexo”. Adorei a forma que ele explica a Comunicação Centralizada e a nova Comunicação, que é a Descentralizada.

Ele faz uma comparação de dois jogos; o boliche, que ele trata como a comunicação centralizada. “Tínhamos a bola que era a verba, a campanha da empresa, e, ao fundo da pista, os consumidores, que são os pinos, que tinham que ser acertados com a mensagem da campanha”.

E com a comunicação descentralizada, ele relaciona o pebolin, onde a bolinha trabalha de forma rápida, flexível, imprevisível, interativa e caótica, assim como na comunicação descentralizada.

Fui procurar exemplos de comunicação centralizada e de comunicação descentralizada. E nada melhor do que falar de uma marca, que há alguns anos trabalhava com a comunicação centralizada e, hoje, trabalha com a comunicação descentralizada.

Olhem este comercial da Cola-Cola, desenvolvido para a Copa do Mundo de 1982.

Vejo, assim como Walter Longo explicou, que este comercial passa a mensagem centralizada, atinge as pessoas como se fossem os pinos – “Beba Cola-Cola”.

Em conversa com Filipe Medina, gerente de Projetos da Grifo Tecnologia e graduando em Publicidade e Propaganda pela PUCRS, ele diz que essa propaganda acerta o target, sem rodeios; a mensagem é clara, referenciando a marca e o produto que deve ser consumido.

Fica claro para nós que este comercial é a comunicação centralizada que Longo explicou.

Agora tem este ótimo comercial, também da Cola-Cola, desenvolvido para a Copa do Mundo deste ano.

Acho este comercial sensacional! O Filipe Medina tem a resposta exata do porquê eu gosto tanto deste comercial, assim como os demais 190 milhões de brasileiros. Para ele, nós, brasileiros, somos muito sentimentalistas, nos apegamos muito com emoções fortes. O apelo emotivo da campanha atinge todos. Existem muitas mensagens presentes neste comercial. Não são específicas, não há a mensagem direcionada – “Beba Coca-Cola” –, mas entendemos perfeitamente, com a emoção, que a Coca-Cola é uma grande marca e apoia o que gostamos. A venda do produto é consequência; o importante é se a mensagem chegou ao receptor de maneira aleatória.

Este comercial da Coca-Cola exemplifica muito bem o sucesso da comunicação descentralizada.

A marca deve, hoje, analisar diversos formatos de se comunicar, como a propaganda dela vai se disseminar, sempre pensando nas mídias sociais – um viral, como foi este comercial da Copa deste ano, é totalmente benéfico para as empresas.

O budget para campanhas de comunicação está crescendo, as empresas estão entendendo a importância deste fator e, melhor ainda, como fazer que a comunicação seja o sucesso do negócio.

Fonte: A bordo da Comunicação.

Sutilmente Viral

21 de julho de 2010  |  por Renãn Serighelli |  Publicado em Guerrilha, Mídia, Viral  |  1 Comentário

A utilização de grandes eventos para divulgação de marcas é uma prática muito comum, geralmente chamada de patrocínio.

Ultimamente temos alguns casos de marcas que aproveitaram grandes eventos para se sobressair.

Na copa do mundo da África do Sul a cerveja holandesa Bavaria (concorrente da patrocinadora oficial do mundial, a Budweiser) colocou modelos e promoters como torcedoras holandesas na primeira partida contra a Dinamarca.

Todas usavam um vestido curto que era distribuído pela marca nos supermercados holandeses.

A ação rendeu mídia espontânea no mundo inteiro.

Pode ser chamado de marketing de emboscada, as moças não ficaram nem até a metade do jogo e foram levadas a uma unidade da polícia local.
Eu classificaria como marketing de oportunidade, sem utilizar nome ou logo, a marca foi facilmente reconhecida. Sinal que a campanha de distribuição de vestidos antes da copa obteve sucesso e foi forte o suficiente para não precisar de assinatura durante a ação.

Uma aparição sutil que gerou o que buscava: BUZZ.

Outro exemplo foi a utilização da Formula1 pela Red Bull.
O autódromo de Valência oferece um quarto de hotel privilegiado. Você pode assistir à corrida curtindo uma piscininha. E exatamente ali a marca colocou modelos vestindo biquínis e bebendo o energético e ainda convidou um dos operadores de câmera para transmitir a corrida de lá.

Uma aparição sutil das latinhas de Red Bull que também não precisou mostrar sua marca para conseguir ligar sua marca a momentos como aquele.



Renãn Serighelli

3. É legítimo?

12 de julho de 2010  |  por Stachon |  Publicado em Opinion

fake-smileTerceiro post da série:

Esses dias fui pego pela minha veia publicitária analizando o comportamento dos funcionários de um hotel nos Emirados Árabes, e após uns minutos de pensamentos e devaneios, resolvi escrever essas impressão sobre “A entrega do Legítimo.”

O Hotel é aquele da menina loira que fica fazendo doideras por aí. Não quero escrever qual para não levar um processo na cabeça. Rede internacional, excelente serviço e instalações.

Então, impressionado com o continuo sorriso dos funcionários, todos os dias, toda hora, todo momento (normal nessas redes), fiquei observando um maître no café da manhã. Funcionário de nivel hierárquico mais elevado, o que elimina as chances de imaturidade. Ele estava atendendo uma solicitação de um hóspede, com um enorme sorriso no rosto. Quando terminou o assunto, agradeceu ao hóspede se virou e fechou imediatamente a cara, como se desligasse um botão do sorriso, e saiu.

Olhei aquela automação, e a partir daí fique esquizofrênico com isso. Não perdia nenhum funcionário. E sabe o que vi? A mesmo coisa várias vezes. Ou seja, o sorriso é fake mesmo. Um mero treinamento de cartilha. NÃO É LEGÍTIMO.

E agora fica a pergunta. Quais empresas e marcas você e eu gostamos, que os fucionários dão sorrisos reais?

Não estou falando somente do sorriso, mas da satisfação de trabalhar e servir os clientes. Paixão pelo trabalho. E aqui não falo somente das empresas de serviço, falos de todas que têm o funcionários como algum tipo de ponto de contato.

Porque levantei esse preocupação? Gosto muito dessa famosa rede de hotéis que citei, mesmo com a loira fazendo tanta besteira, mas todo valor que a marca tinha para mim foi por água baixo, porque agora eu acho que tudo é fake. TUDO É FAKE! Imagine só. Será que não é?

Disney, Google, Microsoft, IBM, HSBC, etc..será. Cuidado com o sorriso de seus funcionários.

Mas o que isso tem a ver com a série dos posts das eleições?

Digamos que esse post não estava planejado mesmo (agora serão 11). Mas se candidatos podem ser comparados a marcas, sera que o sorriso deles é legítimo? E das pessoas que formam sua equipe? Será que acreditam nele? Será que é legítimo?

Se o eleitor entende que o canditado é legítimo, ele ainda está no jogo. Caso contrario, é mais um sorriso bonito querendo roubar nosso dinheiro.

Busque o legítmo.

Sabia disso? Agora stasabendo.

Stachon

2. MyBarakObama.com.br/oqserá?

4 de julho de 2010  |  por Stachon |  Publicado em Opinion

Cito nesse post, várias partes da matéria publicada no Brainstorm9 sobre a eleição de Obama e sua comunicação, porque tem muita coisa boa e tomei a liberdade de utilizar vários dados. Como disse Arianna Huffington no The Huffington Post, antes mesmo do resultado das eleições americanas já podemos declarar um vencedor: a internet.

Em 2000 e 2004, a internet já despontava como organismo essencial de uma disputa eleitoral, mas nada comparado com ao que aconteceu, em 2008. Sendo mais específico, ao que a campanha épica do candidato Barack Obama foi capaz de fazer no ambiente online e nas novas mídias em geral, ao mesmo tempo que influenciou permanentemente a linha que divide online e offline e atingiu a cultura pop.

Obama

E mais do que simplesmente anunciar, foi uma campanha que reescreveu as regras de como atingir os eleitores, arrecadar dinheiro, organizar voluntários, monitorar e moldar a opinião pública, além de lidar com ataques políticos, muitos deles feitos por blogs que nem existiam.

Como diz matéria no NY Times, tratou-se de iniciativas guiadas pela tecnologia, focadas no microtarget, tão engajadoras que foram capazes de envolver americanos, que nem nunca tinham votado antes, no processo eleitoral, em especial o público jovem-adulto. O que no fim das contas significou um recorde de comparecimento às urnas.

É óbvio que a televisão e os jornais continuam desempenhando papel importante na escolha de um presidente, mas não como antes.

Quando se fala em 120 mil seguidores no Twitter, um grupo no Facebook com 2.3 milhões de membros e 11 milhões de views em um vídeo no YouTube, os números parecem baixos se comparados ao alcance de uma mídia de massa, mas formam uma comunidade de pessoas que fazem diferença, que são altamente multiplicadoras e influenciadoras.

Obama

Essa comunicação feita de pessoa pra pessoa construiu uma gigantesca plataforma de conteúdo que independeu da vontade de grandes grupos de mídia. Mais do que isso, provou o poder da integração, da mensagem pulverizada nos mais diferentes meios.

Por outro lado, a televisão e os jornais aprenderam grandes lições com as possibilidades da internet, produzindo conteúdo exclusivo, aproveitando o que é gerado pelas pessoas e desenvolvendo ferramentas, mapas interativos, widgets eleitorais, etc.

Alguns exemplos: mapas da CNN, Yahoo, CQ, New York Times, Washington Post. Projeto Video Your Vote do YouTube. Twitter Vote Report. Twitter Election. Google 2008 U.S. Election.

São ferramentas que permitem analisar, compartilhar, agregar, categorizar, dissecar tudo quanto é tipo de informação sobre as eleições, que além de informar estimulam a participação do usuário. Aplicativos que não eram possíveis nas eleições passadas, e hoje são parte integrante das mídias sociais.

Obama

Enquanto isso, no Brasil, sofremos do contrário. Candidatos e veículos não podem utilizar a internet para construir uma campanha e engajar eleitores, demonstrando a falta de conhecimento do meio pelos órgãos da lei.

No mercado publicitário e nas estratégias de campanha que temos no Brasil, podemos ver algumas movimentações dos candidatos mais plugados. O Serra tem twitter, a equipe da Dilma contrator um estrategista on-line, Beto Richa começa e entrar nesse mundo, mas quer saber minha opinião? Ainda não é legítimo. Ainda parece que essas estratégias estão sendo criadas porque deu “deu certo nos EUA”, e não porque temos um real motivo estratégicamente encontrato e alinhado com as responsabilidades, sentimentos e potenciais do candidado. Você consegue umaginar a Dilma twittando?

Stachon

1. Comunicação e Governo. Início da série.

25 de junho de 2010  |  por Stachon |  Publicado em Opinion  |  1 Comentário

Esse post inicia a série “Comunicação e Governo”, uma sequência de 10 posts falando sobre as formas de alcançar o ouvido e principalmente o coração do eleitor (para as campanhas eleitorais) ou do contribuinte (para as estratégias de governo).

Para começar, vamos falar da polêmica e enganosa utilização da Internet como estratégia eleitoral. Responda comigo:

1. Internet é importante numa estratégia eleitoral?
Sim. Muito.

2. Internet é capaz de levar qualquer candidato a vitória?
Não. Claro que não.

3. Se eu não tiver uma boa estratégia de Internet eu vou perder as eleições?
Sim. Ou provavelmente sim. Claro que depende da maturidade dos candidatos concorrentes. Se niguém utilizar a feramenta, tudo bem. Voltamos a 1980.

4. Então se eu tiver uma excelente estratégia de Internet, significa que eu estou em vantagem com relação a estratégia de meus concorrentes?
Sim. Porém, só Internet não basta.

Essas quarto perguntas respondem o que vários amigos, politicos, comunicadores têm me perguntado com relação a Internet.

Mas por que esse sofisma é tao forte quando  falamos do poder da Internet nas eleições?

O culpado é nosso ilustre presidente Americano, Barack Obama, o qual soube fazer muito bem sua estratégia de web. Os números resultantes da campanha on-line de Obama são impressionantes, porem não podemos esquecer que a estratégia on-line de Obama representou apenas 17% de seu investimento em comunicação. Também não podemos esquecer que Obama comprou 30 minutos sequenciais no horário nobre na TV aberta americana para seu primeiro discurso como candidato. Não podemos fechar os olhos para as mídias exteriores, patrocínios de videogames e centenas de “showmicios” que ele realizou nos EUA.

Então, quando você ouvir a frase “Obama venceu porque usou a tal da Internet”, pule no pescoço dessa criatura e fale para ela parar de falar bobagem. Não acredite que web vai fazer seu canditato vencer e saiba que, a mágica está no macro. Falaremos sobre isso no quinto post das série “O que realmente importa nas campanhas de 2010.”

O próximo post será somente sobre os 17% da estratégia de comunicação de Obama. A tal MagicNet by Obama.

Stasabendo? Agora sim.

Até mais.

Tiago Stachon

Cada coisa em seu lugar

22 de junho de 2010  |  por Chris Monteiro |  Publicado em Advertising

Uma bela demonstração da nova safra de publicitários que vem por aí: a Practice, agência experimental de publicidade da Universidade Positivo, desenvolveu a campanha “Cada coisa em seu lugar” para divulgar o Programa de Gestão Ambiental. O PGA visa conscientizar alunos, professores e funcionários da Universidade sobre a importância de realizar atos baseados nos 5Rs: Reciclar, Reutilizar, Reduzir, Repensar e Reeducar.


A ação chave para o lançamento da campanha foi a colocação de uma Kombi no centro do Eixo de Vivência, local de muita circulação, onde foi realizada, nos intervalos das aulas, uma atividade em que as pessoas deveriam jogar bolachas de chopp com desenhos de resíduos na lixeira correspondente. Depois da brincadeira, os participantes ganharam um folder com informações sobre o PGA e brindes da campanha, como bottons, ecobags e as próprias bolachas de chopp com curiosidades sobre resíduos. Neste período foi divulgado, também, o site da campanha, www.cadacoisaemseulugar.up.com.br.


Outras ações foram a adesivagem de mesas das cantinas, espelhos de banheiros dos blocos, lixeiras internas dos blocos e da Reitoria, interruptores de luz das salas de aula, e a colocação de cartazes e banners nas escadas dos blocos e uma prateleira com livros fora de ordem, na Biblioteca.


Este projeto de conscientização foi tema de um trabalho feito por alunos do 3º ano de Publicidade e Propaganda em 2009, envolvendo as disciplinas de Estatística, Planejamento, Direção de Arte, Redação e Mídia. Em 2010, o projeto saiu da teoria pelas mãos da Practice, que alerta: não adianta fazer a coisa certa no lugar errado. Cada coisa tem o seu lugar.


FICHA TÉCNICA

Agência: Practice Publicidade

Cliente: PGA – Programa de Gestão Ambiental da Universidade Positivo

Campanha: “Cada coisa em seu lugar.”

Direção de Criação: Sergio Menezes

Supervisão de Planejamento: Carolina Maito Luz

Coordenação: Larissa Meyer

Redação: Yuri Kepler, Rafaela Riera e Renata Ramon

Direção de Arte: Raphaela Filippetto e Carolina Alves

Planejamento e Atendimento: Fernanda Rios Assis

Fotografia: Felipe Pinheiro

Site: Aaron David Aznar

Aprovação: Jair Bordignon e Tamara Sandra Pereira

Kombi

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O que Galvão Bueno tem a ensinar às empresas na era das Redes Sociais?

18 de junho de 2010  |  por Minas |  Publicado em Opinion  |  1 Comentário

Texto retirado do blog do planner digital Felipe Morais

Amigos.

Não vou aqui descrever o case do “Cala a boca Galvão” que tomou uma projeção mundial a partir de uma brincadeira brasileira em relação ao narrador Galvão bueno (Rede Globo). Não é de hoje que o povo se irrita com os comentários do narrador nas transmissões da Globo, seja da Seleção Brasileira, Fórmula 1 ou Campeonato Brasileiro.

Se ele apenas fizesse a narração seria brilhante, pois ele dá emoção, isso não se pode negar, mas além de narrar Galvão quer comentar, fazer reportagens, trazer informações, ou seja, ele quer ser o faz tudo! E faz tudo nem sempre faz tudo com perfeição.

Me lembro da época em que Galvão teve um problema na Globo e foi transmitir a Libertadores pela Gazeta/CNT. Isso foi em 1992. Todos dizem que ele torce para o Botafogo ou para o Flamengo, ok isso não importa, mas lembro da final daquele ano em que poderíamos jurar que ele era são paulino, tamanho foi a sua torcida no gol de penalti de Raí e na defesa do Zetti no penalti batido pelo zagueiro argentino, do News Old Boys, Gamboa.

Mas o que Galvão Bueno tem a ensinar as marcas?

Que Redes Sociais são feitas pelas PESSOAS, pessoas falam, ouvem, compartilham, dão opinião e querem “fazer e aparecer” (muitas delas), por isso, ter qualquer atitude contra isso é cavar mais ainda o buraco em que está se metendo!

A postura do Galvão ontem, na minha opinião, foi excelente. Ao invés de ficar em silêncio, como ele estava desde o começõ da ação, se juntou ao Thiago Leifert – que é um cara jovem, despojado e gozador – para juntos assumirem a brincadeira, tirarem sarro e levar na esportiva. Não digo que as marcas devam entrar nas “piadinhas” dos usuários, mas devem entrar na onda ou ficarem quietos!

Lembra em nossa época de escola, que sempre tinha uma vítima que sofria com piadinhas na classe? Meu pai sempre me dizia “se tiver uma piadinha ou apelido, entra na brincadeira ou será pior”. Ele tinha razão, ainda outro dia deu o mesmo conselho ao meu primo de 12 anos.

Sempre fui alto, magro e branquelo. Apelidos é o que não faltavam. Se eu ficasse nervoso com cada um deles, era minha “morte” na escola. Entrei na brincadeira, eu mesmo ligava para amigos e dizia: “Oi fulando, aqui quem fala é o (apelido)”, mas zoava o pessoal também.

Mas o que Galvão poderia fazer?

Processar o Twitter, como Daniela Cicarelli fez em seu famoso vídeo na praia com o YouTube? Que culpa o Twitter tem disso? Processar o YouTube para tirar o vídeo do pássaro Galvão do ar? O que adiantaria?

Isso seria muito ruim para ele, pois ai sim que o pessoal continuaria a zoar mais ainda ele. O que se leu desde ontem nas redes – e estão lendo aqui – é que a atitude de Galvão de entrar na brincadeira foi bem pensada e mais do que isso, acertada. Daqui a pouco, a roupa do Dunga ganhará destaque no TTBr ou as eleições e o pessoal esquece. Quando se entra na brincadeira, perde a graça.

Relembramos a Xuxa, que ao invés de via Twitter dizer que a Sasha errou ao escrever “sena” com S, quis desafiar a rede e ai…

As redes são plataformas para que as pessoas gerem conteúdo, compartilhem, se relacionem entre si.

Marcas, vamos entender isso e ver qual a melhor forma de nos relacionarmos com as pessoas! Arrumar briga não é nada recomendado, afinal, o poder de viralização de uma mensagem é incontrolável!

Felipe Morais é publicitário, autor, palestrante, professor e blogueiro. Autor do livro Planejamento Estratégico Digital (Ed Brasport) e do Blog do Planejamento (plannerfelipemorais.blogspot.com). Mediador da 1ª rede para Planners Digitais no Brasil (pedigital.ning.com)



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